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7/2008 - Carta Pública - Turma do Bem
Dia 8 de julho, 6h da manhã. Um grupo da Polícia Federal começa a arrombar a porta do prédio que abriga a sede da Turma do Bem, chamando pelo nome de uma pessoa desconhecida da caseira de 65 anos que, pensando se tratar de um assalto, chamou a Polícia – a outra.
O saldo dessa história: porta e vidros quebrados, computadores confiscados, funcionários perplexos e uma constatação tardia. Nem os homens da Polícia Federal eram bandidos, nem a Turma do Bem era escritório de fachada.
Senhores Delegados da Polícia Federal: a Turma do Bem é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) cujas contas são anualmente auditadas pela Terco Auditores, publicadas em nosso site e enviadas para o Ministério da Justiça, que fiscaliza organizações sociais como a nossa.
Vejam nossos números: São 6 anos de trabalho que formou a maior rede de voluntários da América Latina, composta por quase 4.000 dentistas que atendem gratuitamente mais de 5 mil crianças e adolescentes excluídos do sistema de saúde deste país. Recebemos 2 prêmios internacionais e fomos objeto de dezenas de reportagens em revistas, jornais e canais de televisão. Nosso trabalho já foi apresentado e debatido em palestras que atingiram mais de 25.000 pessoas em todo o Brasil.
Tanto quanto a Polícia Federal quando trabalha bem, organizações sociais do Terceiro Setor que são sérias fazem um trabalho que resgata a cidadania e a dignidade neste país. Mas quando nossas instituições começam a se estranhar, alguma coisa está muito errada e nossa sociedade só tem a perder.
Portanto, senhores Delegados, gostaríamos de lhes dar mais um número: 5084-1399. Este é o telefone da Turma do Bem. Venham conhecer o que fazemos. A Polícia Federal será sempre bem vinda e nossas portas estarão sempre abertas.
Podem entrar. Sem bater.
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